quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Montaigne - Bruno Santana


Falsa. A linha tênue entre isso e aquilo é falsa. Falsa como o beijo daquela menina
falando de seus medos antigos e seus sonhos perturbadores.
Não vale como ciência - não hoje nesse mar de conclusões tão óbvias.
Demostrar é necessário, não só no romance
não só na novela
não só no poema
mas a vida inteira.
Vírgulas, pontos e pontos e vírgulas.
Escritos em verdade e com cautela. Ajustados por minutos de sobriedade.
Delineados em terrores de quarto.
Acelerados em calafrios familiares.
É necessário fazer com acurácia. Não apareça com versos modestos.
Modificar até é sensato, mas, até aí, não passa de ensaio.




Um ensaio não é nada: você não é francês.

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